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Empresas na crise e a COVID-19 (Coronavírus): como lidar com um cenário incerto? 

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“Empresas na crise e a COVID-19 (Coronavírus)” é a pauta do momento no mundo corporativo. Não é para menos. Afinal, a pandemia está abalando o mundo todo e gerando transformações em todas as esferas.

O momento exige cuidado e atenção. Nesse cenário, a consciência em relação à prevenção é essencial e configura a melhor forma de desacelerar a doença. Isso porque os casos crescem dia  a dia. 

De acordo com um balanço atualizado no começo de abril de 2020 pela Universidade Johns Hopkins, o coronavírus já infectou mais de 1.6 milhões de pessoas ao redor do globo. 

Em meio a isso, apesar da mídia e do governo anunciarem, de forma massiva, a importância do isolamento, há mais gente na ruas brasileiras. Logo, o país conta com mais de 1000 mortes. 

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Em frente  a esse cenário, acontece uma situação paradoxal. Afinal, a relevância do isolamento social é indiscutível, mas ela afeta a economia, já que as pessoas deixam de produzir e também de comprar. O mercado já apresenta sinais claros e reativos a esse momento, com a Bolsa de Valores em queda constante e o dólar nas alturas. 

Em meio a essa turbulência, é natural que tanto as empresas como as pessoas adotem uma postura defensiva. No entanto, apesar de não existir uma fórmula mágica para lidar com essa situação atípica e do caminho ser incerto, é possível enxergar a crise com positividade e transformar esse desafio em oportunidade.

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Desse modo, diante da crise, muitas empresas estão desenvolvendo planos de contingência e, assim, se adaptando para lidar com essa nova realidade.

Empresas na crise e a COVID-19 (Coronavírus): medidas do governo para minimizar os prejuízos 

Para minimizar os prejuízos, o governo tomou algumas medidas importantes, como:

  • a liberação de R$ 5 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador em forma de crédito para micro e pequenas empresas;
  • adiamento durante o período de 90 dias no pagamento do FGTS;
  • adiamento durante o período de 90 dias no pagamento da parte da União do Simples Nacional;
  • redução de 50% nas contribuição do Sistema S durante o período de 90 dias.

Com essas ações, o governo espera gerar um respiro financeiro de R$ 2,2 bilhões às empresas. 

Ao todo, essas medidas  representam R$ 55 bilhões e têm como foco minimizar os efeitos da pandemia nas pequenas empresas e preservar empregos, como mostram as palavras de Gustavo Montezano, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): 

“As medidas adotadas pelo BNDES visam a apoiar o trabalhador diretamente com a possibilidade de novos saques do FGTS, e indiretamente, ao ajudar na manutenção de mais de 2 milhões de empregos com aumento da capacidade financeira e preservação de 150 mil empresas.”

Empresas na crise e a COVID-19 (Coronavírus): qual deve ser o comportamento do gestor? 

Apesar das medidas do governo serem fundamentais nesse contexto desafiador da economia, as companhias também devem aplicar ações para melhorar o cenário. 

O Brasil, conhecido por  sua população adaptável e criativa, já apresenta exemplos de empresas que estão vivenciando a crise da COVID-19 com criatividade, como mostra o vídeo abaixo: 

Entretanto, além da criatividade, os gestores também precisam adotar ações práticas no dia a dia. O vídeo abaixo, do Sebrae, exibe algumas delas. 

A postura e o mindset do gestor também são essenciais nesse momento. Para isso, o empreendedor deve ter como guia algumas ações, como as descritas abaixo. 

1. Tenha capacidade adaptativa 

Nesse sentido, é crucial que todas as partes da organização trabalhem de modo harmonioso. Para isso, o gestor deve ser assertivo e também demonstrar calma e empatia. 

Outra opção é deixar a hierarquia em segundo plano, mesclando posições diferentes, como especialistas de um departamento atuando diretamente com gestores seniores. 

Deixar o ego de lado é primordial nesse caso para não acirrar disputas desnecessárias em frente a um momento tão delicado.

Outra dica importante é: seja flexível. Ao mesmo tempo que você pode se manter firme em relação a uma ideia, também deve estar aberto para escutar novas soluções. 

Uma boa estratégia também é: não se esqueça dos valores de sua empresa. Isso porque eles promovem a segurança e, assim, facilitam a comunicação e a aplicabilidade de estratégias. 

Em outras palavras, isso significa que se a proposta de valor de sua companhia for a de colocar as pessoas em primeiro lugar, é imprescindível que a sua postura e suas atitudes, como gestor, reflitam isso.

2. Seja resiliente

Momentos de incerteza são decisivos na história de um negócio. Eles podem tanto unir e garantir força para enfrentar desafios, como ruir uma organização. Dessa forma, ser resiliente em meio à turbulência é crucial. Além de inspirar, essa atitude promove o engajamento e uma postura positiva de seus funcionários. 

Para tanto, você, gestor, precisa demonstrar tranquilidade e valorizar as ações internas de seus colaboradores, enfatizando que a contribuição de todos é primordial para que a empresa vença este obstáculo. 

3. Demonstre confiança 

Ao demonstrar confiança, você transmite segurança para seus funcionários. Apesar do caráter subjetivo desse termo, ele conta com aplicações práticas. 

Em linhas gerais, é essencial não “falar só por falar” ou se basear em achismos e em conjecturas irreais. Assim, é essencial promover ações concretas para inspirar e motivar o seu time. 

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Não se esqueça de que confiança é um caminho de mão dupla. Dessa forma, é extremamente importante que você tenha e demonstre esse sentimento para seus colaboradores. Afinal, como disse Al Pacino no filme “Um Domingo Qualquer”: 

Pessoas são diferentes e é seu dever como líder conhecer as habilidades e, principalmente, as limitações de cada um. É preciso muita dedicação e disciplina para as pessoas progredirem, e é seu papel guiar as pessoas de forma genuína. Um líder que não desenvolve pessoas não é um líder de fato”.

Empresas na crise e a COVID-19 (Coronavírus): o que as grandes companhias estão fazendo?

Em períodos críticos, ser solidário e empático é fundamental. Cientes disso, muitas companhias estão promovendo ações e atitudes para o bem-estar da sociedade. Saiba, agora, o que as grandes empresas estão fazendo na crise da COVID-19. 

  • Ambev: a empresa irá produzir e entregar milhares de unidades de álcool gel para hospitais públicos de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal;
  • Google: também está fazendo a sua parte, ao oferecer, de forma gratuita, os recursos avançados de seu aplicativo Hangouts Meet com o objetivo de facilitar a  comunicação entre as escolas e as companhias afetadas pela COVID-19;
  • 99: como suporte aos motoristas e aos colaboradores parceiros da companhia que contraíram o coronavírus, a 99 criou um fundo especial de milhões de dólares;
  • Microsoft: para manter as pessoas informadas, a gigante americana criou um mapa com os dados sobre a pandemia divulgados pela Organização Mundial de Saúde e de outras instituições dos Estados Unidos;

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Crédito: Bing 

    • Rappi: para minimizar o contágio, a Rappi está distribuindo álcool gel para todos seus entregadores. Além disso, a companhia está oferecendo em seu aplicativo a “entrega sem contato”. Por meio dela, os entregadores deixam as mercadorias a alguns metros dos clientes;
    • Nestlé: além de adotar medidas de segurança em suas fábricas e escritórios, a Nestlé recomendou o trabalho home office e também aconselhou que seus colaboradores substituíssem suas viagens por reuniões feitas por videoconferência;
    • Volkswagen: a montadora intenciona disponibilizar as férias coletivas para seus funcionários;
    • Petrobras: com foco no bem-estar de seus funcionários, a gigante petrolífera suspendeu viagens internacionais. Além disso, a estatal autorizou que seus colaboradores idosos trabalhem remotamente e suspendeu reuniões com mais de 20 pessoas.  

Empresas na crise e a COVID-19 (Coronavírus): que medidas a sua companhia deve adotar?

Conheça, agora, algumas medidas que a sua companhia deve adotar para enfrentar a crise da pandemia.

1. Desenvolva um plano de combate

Desenvolver um plano de combate baseado em dados reais e que explorem diversos situações é uma ação efetiva no momento de crise. Nele, também devem estar incluídas informações sobre o panorama que contem com diferentes cenários sobre como a companhia pode ser afetada. 

De acordo com pesquisa da PwC, 75% das empresas que desenvolveram um plano de combate baseado em fatos e em diferentes cenas, conseguiram superar seus momentos críticos porque essas informações geraram uma estratégia mais efetiva e mais agilidade para resolver problemas. 

2. Organize os principais agentes de combate à crise

Organizar os times de acordo com suas funções promove a fluidez e a dinamicidade das operações. Nesse sentido, é recomendável segmentar as atividades da seguinte maneira:

  • profissionais de comunicação: que devem atuar na criação e na divulgação das mensagens tanto interna como externamente;
  • departamento jurídico: que deve estar bem-informado e atualizado sobre diversos cenários para, assim, compreender e explicar sobre os riscos que a organização corre e como ela deve agir frente a eles; 
  • colaboradores operacionais: que cuidarão de todos os processos relacionados a fatos que possam causar prejuízos às empresas, atuando, também, como um departamento de suporte para os profissionais de comunicação e o time jurídico. 

Para que essas equipes trabalhem bem e entrosadas, é importante criar um comitê e definir representantes de cada uma dessas áreas. Esse processo facilita as tomadas de decisão e também é imprescindível para gerar soluções eficazes frente à crise.

3. Crie uma estratégia de comunicação transparente 

Informar, constantemente, sobre a situação real da empresa tanto para seus colaboradores como para clientes, investidores e fornecedores é uma prática importante.

Essa tática prestigia a questão da segurança, pois tranquiliza os funcionários. Nesse sentido, é essencial rever e modificar algumas diretrizes para, assim, aplicar ações que valorizem o bem-estar de sua equipe, como a suspensão de viagens e o oferecimento do trabalho remoto. 

Também é imprescindível se comunicar de forma transparente com seus clientes, Assim, sua empresa conseguirá cumprir com seu contrato e, caso necessário, terá a credibilidade necessária para ajustar prazos e entregas, por exemplo. 

4. Tenha visão de longo prazo

Além de avaliar o que a pandemia está ocasionando hoje, é fundamental ter uma visão de longo prazo e realizar um exame profundo e detalhado sobre as consequências que a crise pode gerar em meses e, até mesmo, em anos para o seu negócio. 

Dessa forma, a sua empresa conseguirá tomar medidas que antecipem a solução de problemas e, logo, o seu negócio ficará mais forte e sustentável. 

Além disso, é importante ter um pensamento voltado para o “melhor está por vir”. Para se inspirar sobre o assunto e ter bons insights, recomendamos que assista ao TED “Como ideias vencem crises”. 

Empresas na crise e a COVID-19 (Coronavírus): como reduzir os impactos da pandemia em seu negócio?

Confira ótimas dicas para que o impacto da pandemia em seu negócio seja minimizado. 

1. Venda online

O isolamento social diminuirá o consumo, mas não acabará com ele. Isto é, as pessoas continuarão comprando, só que de suas casas. 

Sendo assim, se a sua empresa trabalha com produtos que possam ser comercializados virtualmente, apostar nessa ideia é uma excelente opção. 

Nesse sentido, é fundamental destacar que para vender na internet não é preciso investir muito e nem contar com planos mirabolantes. 

2. Aposte no delivery

Caso a sua empresa tenha como base de negócio o consumidor final, apostar em aplicativos de entrega é uma alternativa a ser considerada. Isso porque, além de não demandar muito investimento, a facilidade do processo é priorizada. 

Ou seja, por meio do delivery, o seu cliente pode receber o seu produto no mesmo dia, sem burocracia e com agilidade. 

3. Eleve a experiência de seus clientes

Mesmo com a crise, o bom relacionamento com o cliente deve ser mantido. Afinal, é mais caro atrair um novo cliente do que manter um. Como o cenário pede economia de recursos, valorizar a experiência de seus clientes deve estar entre suas prioridades. 

Para isso, uma boa dica é: invista em uma plataforma de pagamentos online. Afinal, um sistema como esse além de fornecer diversidades em opções de pagamento, também oferece o checkout transparente. Assim, não redireciona o cliente para outro site, o que, hoje, representa um dos maiores motivos para abandono de carrinho

Para completar, um boa plataforma conta com soluções antifraude, gerando mais confiança e segurança no processo de compra e ainda permite personalizações, uma característica essencial para fidelizar consumidores. 

Para isso existe a iugu, uma empresa pioneira em pagamentos digitais e que está junto com você na batalha contra o coronavírus. Dessa forma, nossos especialistas estão aptos para entender o seu momento e, se for o caso, oferecer soluções que se alinhem a ele. Para conversar, sem compromisso, com um de nossos experts, basta clicar aqui. 

Crédito da foto de capa: AIT

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